sábado, 5 de dezembro de 2009

Ah, não é cansaço, apenas; é um pouco mais, uma necessidade de apagar, desaperecer. Desobrigar-se de pensar, de cumprir as obrigações cotidianas e qualquer outra coisa que fosse imperiosa.

Cansou-se do que deve ser feito hoje. É o desejo de poder admirar teus olhos verdes, aconchegar-se, ter todos os beijos que merece, e os abraços e carinhos e as noites e dias perdidos em conversas e risos e banhos e prazeres; e o sono perfeito de quem tem alguém entre seus braços, que te faz sorrir, mesmo que um prego enferrujado esteja cravado em seu pé.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Não é tarde para ser feliz.

Ter uma vida mais leve e despreocupada não é tarefa difícil. Apesar de vivermos numa era em que a urgência e o excesso nos perseguem a cada instante, ainda temos aquela capacidade de decidir o ritmo de nossas vidas.

E uma coisa simples e importante deve ser lembrada: sempre existe alguém ao nosso redor, mais próximo do que imaginamos, que é capaz de ver o nosso valor, e o quanto ainda podemos ser legais e admirados. Basta estar ciente disso, e agradecer a quem pode fazer da nossa vida uma experiência interessante e válida.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Chegou o momento em que o melhor a fazer é ignorar. Mesmo que jamais encontre o fim, que fique enterrado por milhões de toneladas de coisas novas e uma tremenda força de vontade.

Se o tempo é relativo, e não se desenvolve da mesma forma em universos tão diferentes, que cada um pague o preço. É algo para se lamentar, e não vou ficar admirando velhas fotografias ou ouvindo as mesmas canções, pelo menos não com a mesma "história" que elas carregam.

Também não vou me agarrar a uma cópia empalidecida de antigas personagens; o saudosismo nunca foi o meu forte. A aventura se torna interessante quando os desafios se renovam.

Não vou me deixar levar pelo ódio, rancor ou qualquer outro sentimento que possa envenenar a alma: apenas vou blindar a passagem que liga meu universo ao teu.

domingo, 14 de junho de 2009

Se eu te disser que o espaço é vazio, que o som não se propaga na vácuo, não venha cantar New Year's Day para mim. E não ouse comer cigarrinhos de chocolate no meu colchão, ou tentar explicar a crueza estilística das novelas mexicanas. Hoje é dia de esquecer que havia um grego ortodoxo casado com uma mulher 50 quilos mais gorda que ele, que vivia a exigir pastéis no meio da madrugada; estão mortos há decadas, assim como a esperança de que os ratos e baratas possam ser exterminados da face da Terra. You can stuck in a moment.

Eu cansei decorrer quarenta minutos, todo dia, através de uma sequência de pisos encerados. Vou tentar ficar a salvo na minha pequena saliência naquelas montanhas tão distantes de porra nenhuma. Vai chover, secar, escurecer e ventar e escurecer de novo, e todos vamos rir de quem está no chão.E não faz sentido.

E não tem valor. Mas assim está porque assim desejo.

sábado, 13 de junho de 2009

De acordo com o que havia planejado, ainda haveria espaço para os imprevistos. O imponderável fazia parte do risco, e ele sempre fora hábil e antever certas situações. A reflexão e a análise sempre fizeram parte de seu modus operandi. Satisfeito consigo, mas sempre ciente de que não poderia entregar-se à soberba, tinha as coisas da vida sob controle.

Até o dia em que ficou frente a frente com algo que lhe causou espanto: em todos esses anos, jamais precisou racionalizar que a vida poderia ser mais longa do que imaginava.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Vamos concordar que cinema virou programa de adolescentes barulhentos e gente que adora filmes bem mastigadinhos, de preferência dublados. E que existe uma irracional correlação cinema/pipoca/celulares eternamente ligados. E os horários nunca batem com os seus.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mundo, vasto mundo. E nem posso dizer que dobrei a esquina. Conseguirei chegar à próxima rua?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Nossa vida é cheia de promessas, e também de lembranças. Certas coisas não esqueço, e prometo que carregarei comigo. É o mínimo que se pode fazer.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Não foi possível sobreviver ao 7, até porque definhou-se com antecedência. E não foi por minha vontade, mas precisei aceitar e viver assim. Creio que seja possível dar vida àquilo que se foi, mas não agora. Não é meu desejo. Não vejo como possa ser saudável tal coisa. Ainda mais com tudo que aprendi.

Muita coisa carrego comigo, tanta coisa boa... Porém, se fui levado pela força dos acontecimentos, agora retomei as rédeas do meu destino. O amanhã será consequência das minhas decisões, e do que considero melhor pra mim.

sábado, 4 de abril de 2009

Bastaria estar vivo. Ter em mente que as coisas sempre foram assim. Que todos estão satisfeitos. Alguns mais que outros, mas o comodismo é a regra, e nunca faltou pão.

Até que alguém perguntou o que havia do outro lado rio.

(Não, essa não é uma história em que o herói rompe com a pretensa calmaria reinante, e causa uma revolução. O infeliz foi espancado até a morte pelos seus, que não são bobos e gostam do pão quentinho toda manhã)

sábado, 28 de março de 2009

Chuva fina caindo, sábado pra ser preguiçoso. Nem lembro o último dia em que me vi tão... Desocupado.

























































Bem que você poderia estar aqui. Vou torcer para que o domingo seja diferente.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Diz-se que amar é essencial; porém, o que procuro, hoje, não é o arrebatamento do amor, apenas a tranquilidade de estar bem contigo. Só preciso do que me oferece, hoje, e que me deixa assim: sentindo que a vida pode ser boa.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Não vá pensar que estes olhares são dirigidos a ti, meu caro. Você é mais um na multidão, neste imenso grupo de irrelevâncias que se arrastam pesadamente neste globo rochoso.

A aventura humana é breve, fadada à insignificância que assombra todos os seres do universo.

E não será você que vai mudar isso. Então, vá viver de acordo com sua consciência. Esquece e vai sorrir. Porque nenhum de nós será lembrado, ao final.
Cinco músicas que gostaria de ter composto:

"Until the end of the world", U2;
"Pyramid song", Radiohead;
"A design of life", Manic Street Preachers;
"Los pajaros feridos", Astor Piazzola (acho);
"Everybody hurts", R.E.M.
A grande verdade, aquela da qual você se esquiva, mas sempre é jogada/ esfregada na sua cara, não é fácil. Não costuma ser.

Você acorda todos os dias, segue sua vida, trabalha, encontra seus amigos; mas não consegue esquecer. A única vantagem de guardar a dor para si é que ninguém percebe o quanto ela machuca. Mas você sangra do mesmo jeito.

A dor está em todas as coisas que você vê, ouve e sente. Pode ser uma saudade, uma ausência, uma tristeza imensa pelo que você não viveu. No final, corta do mesmo jeito.

E por que diabos isso te faz lembrar de uma música que não ouve há anos?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

1 Minuto

"Barbaridade!!!"

"Eu te avisei. Satisfeita?"

"Mas eu juro que acreditei que você não falava a sério. Logo hoje, e daquele jeito?"

"É. DAQUELE JEITO. Eu te avisei: falei que tinha pesquisado, que comentaram comigo. Até na praga da internet eu fui ver. Mas a sua teimosia..."

"Ah, você sabe que sou assim."

"É, eu sei."

"Mas não fica assim, o estrago foi pequeno."

"O problema não é o estrago, é a confiança. E essa tua impulsividade do cão."

"Eu já te falei, a Dra. Regina disse que preciso trabalhar isso, mas leva tempo."

"Então vou mandar a conta pra tua doutora."

"Credo, deixa de ser azedo! Se você faz tanta questão, eu pago tudo."

"Deixa pra lá. Só não fica parada, a gente desce no próximo."

E no próximo ponto desceram.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Havia a saudade. E uma certa irrelevância nos problemas alheios. Coisa natural, para quem parece viver concentrado em sua pequena concha. Mas toda aquela euforia começou a causar uma certa... Inquietação.

E foi essa inquietação que o fez acender as luzes, abrir as janelas, e perguntar a quem passava o motivo de tal contentamento.

Ninguém era capaz de lhe responder, todos estavam ansiosos demais em viver essa coisa absurda e sensacional que fora prometida, e agora estava à disposição de todos. Não havia restrições de sexo, idade, condição social. Não era justiça sendo feita, distribuição de empregos ou sapatos; ninguém fora eleito. Não havia prêmio, não era carnaval, nem final de Copa do Mundo ou alienígenas trazendo a Confraternização Universal.

Era o que sempre se esperou que acontecesse, mas ninguém jamais poderia explicar do que se tratava.

Tão simples. Mas não havia A Resposta. E, sem A Resposta, o homem preferiu trancar as janelas, apagar as luzes, e voltou a procurar a sua verdade particular.













(Sim, a culpa é da madrugada)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Não seja confiante demais.
Guarde sua felicidade pra ti.
Não pense que está tudo bem porque VOCÊ se sente bem.
Não acredite em destino.
Não acredite em todas as palavras proferidas.
Não acredite em olhares.
Duvide das promessas.
Desconfie dos sorrisos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Que meus erros fiquem para trás. Basta de repeti-los. Nada melhor que passar a cometer novos. Mas que eles demorem a acontecer. E sejam raros. Perdoáveis.

O melhor que me pode acontecer é sair pela rua, cantando aquela música que me faz feliz, pensando em quem me faz feliz. Não gosto de musicais, mas me faria bem sair pelas ruas como Richard Ashcroft. Até porque sei que a vida é uma sinfonia agridoce.

Enquanto toda canção que ouvir me fizer bem, a vida será mais leve.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Tudo mais é irrelevante. Que discutam política, religião, reality shows, celebridades e o final da novela, entre tantas futilidades.

Que se dane a crise global.

O importante é que ela está comigo. Passou a fazer parte da minha vida. É com ela que farei planos. Compartilharei sonhos. Falarei dos meus dias e das coisas que nos cercam. Sim, poderei até falar de futebol e celebridades. Desde que seja nesse nosso pequeno universo.

É por ela que ficarei ansioso pelos fins-de-semana. Que meu sono será breve ou ausente. E meus dias se tornarão mais interessantes, intensos, calorosos... Felizes.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A vida é curta demais pra ficarmos a colocar empecilhos em tudo que é importante. Eu sei o que quero, o que me espera, e vou lutar por isso. Não vou deixar pra depois. Eu quero aquele sorriso só pra mim.
Ainda sobre a questão árabe-israelense: alguma dúvida de que OS DOIS LADOS ESTÃO ERRADOS?

Infelizmente, nenhum de nós viverá o suficiente pra ver os dois lados chegando a um acordo, e alcançando a paz.
Dona Neném...

A senhora nos deixou há exatos 13 anos, mais ainda parece que foi... hoje. Tua bondade faz falta.
Radiohead e Kraftwerk in Rio. Parece que Los Hermanos também. Nada mau para quem está ausente desde o mais que distante Rock in Rio 3. E que perdeu, nesse intervalo, Chemical Brothers, Björk, Prodigy, a volta do U2, Franz Ferdinand, Strokes, Muse, Flaming Lips, Sonic Youth, Arcade Fire, Weezer... Pixies não conta, o gordinho e a gordinha se odeiam até hoje.

A grande verdade é que a distância dos grandes centros (e o preço dos ingressos também) prejudica o acompanhamento de tantos shows. E trabalhar numa área em que as folgas são em dias completamente inviáveis "ajuda" a completar o quadro. Mas dia 20 de março estaremos lá.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Você vive ansioso. É tudo tão simples, mas existe uma necessidade quase sufocante de se fazer... Você não sabe. Tanta coisa passa pela tua cabeça, as lembranças, as expectativas, a porta que se abriu. Sim, existem novas fronteiras, e o medo de dar o primeiro passo. Deixar o conforto a que se acostumou. Você tem a necessidade de abraçar o mundo mas, no fundo, quer algo em particular, que seja apenas teu, que esteja sempre lá, à sua espera. Ah, e você quer esperar também, o desejo do eterno reencontro. Um par de olhos, uma volta pelo salão, risadas, segredos, aconchego na madrugada, um café da manhã, um telefonema, compras, planos, almoços de domingo, filmes no conforto da noite, pele, horas de conversa, saudades, um mês, dois, três, a espera na rodoviária, a mensagem inesperada, o afago. Os beijos intermináveis.


Que a semana passe logo.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Dois mil e nove chegou, e trouxe com ele mais um dos blockbusters ianques, "O dia em que a Terra parou". No filme, o personagem interpretado pelo eterno Neo, Keanu Reeves, diz que, se a Terra perecer, o homem é arrastado junto, e que o contrário não aconteceria. Daí, segue-se uma frenética tentativa de se salvar a espécie humana, etc. Enfim, a eterna e surrada história que faz a humanidade se unir contra algo maior que nossas mesquinhas diferenças.

Mas fica a pergunta: E SE FOSSE VERDADE? E se amanhã, ao acordar, você se deparasse com todas as emissoras de TV relatando uma ameaça real e imediata ao planeta? Qual seria a reação das pessoas em geral? E daqueles que decidem as coisas por nós? Agora mesmo vemos os judeus, que sofreram por quase dois mil anos com a Diáspora, a Inquisição, o Holocausto, literalmente "tocando o terror" na Faixa de Gaza. Chineses oprimindo tibetanos. Russos ameaçando deixar metade da Europa com frio. Americanos com o anacrônico embargo a Cuba. Paquistaneses e indianos esperando um motivo qualquer para se matarem. alguém realmente acredita que essa gente toda, entre tantas outras que se matam e perseguem por todo o globo, seria capaz de se unir, repentinamente, contra algo que mal compreenderiam?

A ficção, por mais que existam aqueles que conhecem a verdadeira natureza humana, sempre acaba acreditando que nossa espécie é capaz de ser altruísta, racional, desapegada aos sentimentos ruins, quando tudo parece desmoronar. Claro, isso gera cinemas lotados, lavagem de roupa suja durante o extermínio do planeta não vende ingresso. Mas a dura e dolorosa verdade é que, infelizmente, a humanidade seria capaz de se unir apenas quando fosse tarde demais.

Para nosso alívio, os klingons e tripods existem apenas na imaginação de mentes prodigiosas.

sábado, 10 de janeiro de 2009

O cachorro, a cada dia, mostra porque é o animal que melhor se adaptou a conviver com o homem. De tanto morrer atropelado pelas ruas, estradas e afins, aprendeu a... atravessar a rua pela faixa, e com o sinal fechado.
Já o homem, dotado da capacidade de raciocínio e do polegar opositor que possibilitou a ele subjugar todas as espécies... atravessa a rodovia sob a passarela.
Ok, nem todos os cachorros são espertos, e nem todo ser humano é irremediavelmente imbecil. Mas ser imbecil está na moda, e ser uma criatura canina não é opção.
Pode-se descer a serra, porém... O que irá encontrar? É um lugar sujo, o calor que queima a testa, pessoas desconfiadas que perderam a noção de cidadania, o projétil que não se sabe de onde veio.

Mas, o sorriso... Ah, por ele você será capaz de esquecer de tudo.